Bram Stoker, Dracula, Penguin Popular Classics
Bom, eu pedi esse livro de amigo secreto ainda quando estava no CNA São Mateus eu o ganhei do Fernando, junto com Frankenstein e Peter Pan (dos quais o primeiro ainda está na lista de leitura) e só agora consegui parar para lê-lo.
O que posso dizer sobre o livro? Minha opinião aqui é a de um leigo, não de crítico literário, e posso dizer que foi uma experiência interessante. Não preciso dizer que Drácula é um clássico da literatura de terror e que é referência e blá, blá, blá mas eu me surpreendi com algumas coisas.
Em primeiro lugar com o impropério como a história é tratada nos filmes. Tá legal que devem haver adaptações mas acredito que o texto original também tem muito o que mostrar. Uma coisa que me cativou no estilo da narrativa foi o uso do recurso dos diários dos personagens. Eles dão clima à coisa toda, mesmo com alguns personagens sendo um pouco rasos. Isso me lembra que achei alguns deles um bocado risíveis e difícil de acreditar. Ok, eles eram vitorianos mas precisava ser tão vitoriano assim? Mas Mina e Lucy me encantaram. Não é difícil se sentir atraído por elas em seus papéis quase maternos. Já van Helsing é um caso a parte. Stoker foi bastante feliz no modo como o escrevee, respeitando seu conhecimento do inglês como língua estrangeira e colocando erros de concordância e até de compreensão por parte dele (há essa passagem onde ele descreve sua conversa com um estivador e há todas essas alusões a blood e bloom que são impagáveis). Nesse mesmo tópico a descrição de como falam as pessoas do povo em Londres enriquece o texto divinamente.
Quanto ao final confesso ter me sentido um bocado frustrado com o jeito que dão cabo de Drácula mas deve ter atendido ao mercado da época. De qualquer maneira foi uma boa leitura, demorada mas boa.
Encerrado em 30/12/2007
Jacob Pinheiro Goldberg, PSICOTERAPIA E PSICOLOGIA, São Paulo, 1979, 200p.
Trata-se de um apanhado de textos, entrevistas, ensaios e pensamentos desse jurista e psicanalista judeu largamente influenciado pelo Humanismo de Fromm. O texto de 79 parece realmente datado em alguns momentos mas ainda atual em outros, focando principalmente nossa vida em sociedade, as contribuições do pensamento freudiano, entre outras coisas.
Dou destaque às discussões acerca do judaísmo e dos conflitos religiosos presentes na biografia de Freud, como na troca do nome Sigismund por Sigmund , além das aventuras esotéricas do pai da Psicanálise das quais não ouvimos muito na faculdade.
encerrado em 25/12/07





Muito obrigado pela analise. Meus livros posteriores abordam os mesmos temas de angulos diferentes.
Verificação no meu site “www.jacobpinheirogoldberg.com.br”.
Jacob Pinheiro.